....... E foi num dia de muita sorte que fui convidado para participar deste projeto. No princípio, confesso, é aterrorizante, porque mesmo tendo cursos, palestras e todos os informativos necessários relacionados ao EVS, não se pode saber precisamente como tudo será. Afinal, é uma mudança drástica de ambiente e você tem que "se virar", literalmente.
Quando se chega ao destino, tudo é um turbilhão! Tudo é novidade, tudo é belo! E tudo pode continuar a ser assim, se você quiser. É engraçado porque quem lê a introdução que escrevi, acredita que viver na Eslováquia é um mar de rosas. É necessário, no entanto, ser realista. Existem desvantagens, existe a saudade da família, dos amigos, da comida de mãe, da nossa rotina. Mas quando se é persistente, pode-se construir algo muito bom nesse "novo mundo".
Foi o que aconteceu comigo. Estava tão maravilhado por realizar meu sonho que não senti o efeito de estar a mais de 10000 km de distância do Brasil. Quando percebi isso, confesso que foi meio difícil viver. A vontade de voltar era grande. Mas, como eu disse, é uma questão de persistência e no que você quer prestar atenção: se na saudade e na vontade de voltar, ou em tudo o que você tem para aprender pela frente.

Se você faz a opção pela segunda alternativa, o mundo se abre aos seus olhos. Você constrói amizades boas e duradouras (mesmo além dos oceanos), aprende muito sobre o país, entra em contato com outras línguas, viaja e conhece outros lugares (mas tome cuidado com o dinheiro :). Além disso, você tem a bela oportunidade de doar tudo o que você tem de bom, através do trabalho, o que é de suma importância num projeto como esse. É uma questão de troca!
Meu retorno ao Brasil já fez aniversário e posso afirmar com a maior das certezas, que o ano vivi na Europa foi uma das construções mais sólidas que já fiz até hoje. Agradeço muito ao CEDET pela oportunidade e pelo convite, assim como agradeço ao KUMAKOKRA, organização onde trabalhei, ao Zirafa e ao KERIC, (O Trio das Loiras :) lugar onde aprendi muito e me senti feliz por darem valor aos nossos esforços e compreenderem as nossas falhas.

Espero que com este pequeno texto, você, leitor, futuro voluntário na Eslováquia, possa se sentir motivado a prosseguir. Tenha certeza de que há muito, mas muito mais coisas a serem relatadas sobre o EVS, todavia, certas coisas são guardadas na memória e algumas outras têm que ser constatadas com seus próprios olhos.